Há dias em que o telemóvel, normalmente bicho irritante que teima em incomodar repetidamente sem respeito pelo momento, pelo local, pela minha calma, entra em greve – talvez como vingança pelos frequentes insultos que lhe faço – e não me diz nada. E escolhe-os a dedo, com precisão. São precisamente aqueles em que eu preciso que ele fale comigo, que me chame.