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	<title>Tudo tem um fim</title>
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	<pubDate>Wed, 10 May 2006 14:16:05 +0000</pubDate>
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		<title>De(balde)</title>
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		<pubDate>Wed, 10 May 2006 14:16:05 +0000</pubDate>
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	<category>Desatinos</category>
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		<description><![CDATA[	Com um balde de praia empenho-me furiosamente na tarefa de tentar vazar a água que em turbilh&atilde;o entra no barco. Parece-me que as probabilidades de evitar o naufrágio s&atilde;o baixas.

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			<content:encoded><![CDATA[	<p>Com um balde de praia empenho-me furiosamente na tarefa de tentar vazar a água que em turbilh&atilde;o entra no barco. Parece-me que as probabilidades de evitar o naufrágio s&atilde;o baixas.
</p>
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		<title>Hoje</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Apr 2006 21:26:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vadio</dc:creator>
		
	<category>Numa de poeta vadio</category>
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		<description><![CDATA[	HojeN&atilde;o me contem histórias de encantarFábulas de príncipes e princesas SaposFinais felizes estilo HollywoodPobres que casam com ricosE felizes para sempre ficamN&atilde;o me contem histórias deMiseráveis felizesPutas que se regeneramBandidos generososFelicidade self-service aqui &agrave; m&atilde;o de semear.
	HojePrefiro que me falem a verdadeQue me digam que sapos n&atilde;o viram príncipesPelo beijo e gra&ccedil;a de uma princesaQue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Hoje<br />N&atilde;o me contem histórias de encantar<br />Fábulas de príncipes e princesas <br />Sapos<br />Finais felizes estilo Hollywood<br />Pobres que casam com ricos<br />E felizes para sempre ficam<br />N&atilde;o me contem histórias de<br />Miseráveis felizes<br />Putas que se regeneram<br />Bandidos generosos<br />Felicidade self-service aqui &agrave; m&atilde;o de semear.</p>
	<p>Hoje<br />Prefiro que me falem a verdade<br />Que me digam que sapos n&atilde;o viram príncipes<br />Pelo beijo e gra&ccedil;a de uma princesa<br />Que os finais s&atilde;o infelizes<br />Que os miseráveis ser&atilde;o sempre miseráveis<br />Porcos, sujos, com fome<br />Que as putas ser&atilde;o sempre putas<br />Mesmo que n&atilde;o o queiram ser<br />Que n&atilde;o há bandidos generosos<br />E que os piores deles todos<br />S&atilde;o aqueles que o parecem.</p>
	<p>Hoje<br />Prefiro encarar o mundo de frente<br />E consciente que a felicidade<br />N&atilde;o se serve no Mcdonalds<br />Dentro de um p&atilde;o de plástico<br />Prefiro ter presente<br />Que a felicidade é bem de luxo<br />Só acessível a alguns privilegiados.</p>
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		<title>Tempos</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Apr 2006 20:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vadio</dc:creator>
		
	<category>Devaneios</category>
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		<description><![CDATA[	Primeiro ouvi a tua voz e foi surpresa e calor e carícia em mim. Uma sensa&ccedil;&atilde;o já esquecida despertou naquela estranha tarde. E a tua voz come&ccedil;ou a acordar e a adormecer comigo.Depois chamaste-me. E mesmo de longe, quando te vi soube que te conhecia e que sempre tinhas estado comigo. E quando me aproximei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Primeiro ouvi a tua voz e foi surpresa e calor e carícia em mim. Uma sensa&ccedil;&atilde;o já esquecida despertou naquela estranha tarde. E a tua voz come&ccedil;ou a acordar e a adormecer comigo.<br />Depois chamaste-me. E mesmo de longe, quando te vi soube que te conhecia e que sempre tinhas estado comigo. E quando me aproximei pressentiste-me e viraste-te sorrindo. Ent&atilde;o vi os teus olhos, ai os teus olhos que foram primeiro surpresa e depois atrac&ccedil;&atilde;o, fascínio e nos quais me perco. Sorri-te ent&atilde;o também e fomos e falámos da vida, das perdas, do amor e naturalmente as m&atilde;os foram-se tocando e os corpos conhecendo-se.<br />Quando nos encontrámos naquele lugar singular onde os olhos se enchem de azul o que era já certeza confirmou-se e ao escurecer os elementos juntaram chuva e nevoeiro para criar um lugar mágico só nosso. E o teu corpo, a tua pele, a tua entrega foram surpresa e prazer e amor. E nada mais existiu sen&atilde;o nós os dois, ali só um, ilha no meio da noite, da chuva e do nevoeiro.
</p>
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		<title>Viva a Primavera!!!</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Apr 2006 22:59:01 +0000</pubDate>
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	<category>Devaneios</category>
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		<description><![CDATA[	Ah&#8230; Como eu gosto do início da Primavera! Esta época magnífica em que come&ccedil;o a ter de usar capacete de protec&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o perder de vez as (poucas) ideias que ainda tenho na caixa craniana devido aos sucessivos choques contra postes de ilumina&ccedil;&atilde;o e outros obstáculos colocados propositadamente pelos autarcas deste país no meio dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Ah&#8230; Como eu gosto do início da Primavera! Esta época magnífica em que come&ccedil;o a ter de usar capacete de protec&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o perder de vez as (poucas) ideias que ainda tenho na caixa craniana devido aos sucessivos choques contra postes de ilumina&ccedil;&atilde;o e outros obstáculos colocados propositadamente pelos autarcas deste país no meio dos passeios das nossas cidades. E de quem é a culpa disto? Delas, pois claro, desta mania que elas t&ecirc;m de se come&ccedil;ar a despir mal o mercúrio sobe um bocadinho nos termómetros. Ah as camisas&#8230;as blusas&#8230;os vestidos transparentes e os outros vaporosos que um golpe de vento levanta&#8230; Ai os golpes de vento e as pernas que se descobrem, as saias que quase n&atilde;o o s&atilde;o, e os decotes&#8230;ai os decotes e os seios que se adivinham, os soutiens transparentes, os soutiens inexistentes&#8230; as cal&ccedil;as justinhas, os umbigos &agrave; mostra&hellip; Ah como eu gosto desta época depois do Inverno em que nada se mostra e nada se v&ecirc;, como gosto da Primavera em que até a vista se limpa com tais maravilhas.
</p>
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		<title>Entrevista</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Apr 2006 09:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vadio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[	Queria entrar com o pé direito &ldquo;para dar sorte&rdquo;. Enganou-se, trocou os pés e o primeiro a entrar foi o esquerdo.Queria parecer saber perfeitamente para onde ia, como se já ali estivesse há meses, mas com o nervosismo esqueceu-se do andar e teve de perguntar a um paquete em que andar ficava a administra&ccedil;&atilde;o.Queria mostrar-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Queria entrar com o pé direito &ldquo;para dar sorte&rdquo;. Enganou-se, trocou os pés e o primeiro a entrar foi o esquerdo.<br />Queria parecer saber perfeitamente para onde ia, como se já ali estivesse há meses, mas com o nervosismo esqueceu-se do andar e teve de perguntar a um paquete em que andar ficava a administra&ccedil;&atilde;o.<br />Queria mostrar-se distante e importante mas quando viu as pernas tra&ccedil;adas da secretária do administrador e o decote generosíssimo, ou melhor o que este deixava ver, ficou com o olhar preso e, vermelho que nem um ti&ccedil;&atilde;o, balbuciou para a rapariga uma série de palavras desconexas e ela ficou a olhá-lo como que pensando se ele seria um atrasado mental.<br />Queria aparentar ser uma pessoa segura de si, que n&atilde;o se intimidava perante situa&ccedil;&otilde;es difíceis, mas quando entrou no gabinete e viu que o homem que estava sentado atrás da secretária nem levantara os olhos dos papéis, ficou parado, especado &agrave; porta do gabinete sem saber o que fazer até o outro lhe perguntar do que é que estava &agrave; espera para entrar e se sentar.<br />Queria demonstrar ter conhecimento, real, da área de trabalho a que se candidatava mas com o nervosismo esqueceu-se e n&atilde;o conseguiu dar sequer uma resposta &agrave;s poucas perguntas que o administrador lhe fez.<br />Queria ter mostrado dignidade depois do rotundo n&atilde;o recebido mas trope&ccedil;ou no tapete da saída desequilibrou-se e caiu para cima da secretária de mini-saia curtíssima e decote generoso que vinha a entrar no gabinete do administrador.<br />Ficou deitado em cima dela e perante tal situa&ccedil;&atilde;o, normalmente embara&ccedil;osa, algo nele mudou, gritou bem alto &ldquo;me Tarzan, you Jane&rdquo;, rasgou decote e mini-saia e agarrando na rapariga que gritava desesperada correu pelo corredor emitindo estranhos gritos e num salto acrobático, ele Tarzan e ela Jane voaram pela janela aberta do décimo quinto andar do edifício.
</p>
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		<title>Coisas dos &#8220;futeboys&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Apr 2006 12:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vadio</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[	Agastado com a forma como o jogo estava a decorrer para a sua equipa, farto de assobiar e insultar o árbitro, os jogadores, o treinador, os adjuntos do treinador, o presidente do clube, o restante elenco directivo, as famílias de todos, levantou-se do lugar cativo, desceu as escadas que conduziam ao relvado, conseguiu iludir a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Agastado com a forma como o jogo estava a decorrer para a sua equipa, farto de assobiar e insultar o árbitro, os jogadores, o treinador, os adjuntos do treinador, o presidente do clube, o restante elenco directivo, as famílias de todos, levantou-se do lugar cativo, desceu as escadas que conduziam ao relvado, conseguiu iludir a seguran&ccedil;a e entrou no campo.<br />Investiu furiosamente contra o jogador que tinha a bola e com viol&ecirc;ncia tirou-lha. O árbitro marcou falta, levantou o cart&atilde;o amarelo, depois o vermelho, apitou até ficar roxo&nbsp;sem f&ocirc;lego mas ele n&atilde;o ligou e continuou a correr driblando todos quantos lhe apareciam pela frente &ndash; os jogadores adversários, os da sua equipa, auxiliares do árbitro, seguran&ccedil;as, polícias, dirigentes.<br />Já na área, fintou o guarda-redes e ele e bola entraram pela baliza dentro chocando violentamente com as redes do fundo. Caiu inanimado devido ao embate e ao violento esfor&ccedil;o que tinha feito.<br />Quando acordou tinha a seu lado o presidente do clube e o treinador que, entusiasmados, o anunciavam aos microfones do estádio como o refor&ccedil;o surpresa para a equipa que há meses andavam a prometer.
</p>
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		<title>Bicho irritante</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Apr 2006 14:11:17 +0000</pubDate>
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	<category>Desatinos</category>
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		<description><![CDATA[	Há dias em que o telemóvel, normalmente bicho irritante que teima em incomodar repetidamente sem respeito pelo momento, pelo local, pela minha calma, entra em greve &ndash; talvez como vingan&ccedil;a pelos frequentes insultos que lhe fa&ccedil;o &ndash; e n&atilde;o me diz nada. E escolhe-os a dedo, com precis&atilde;o. S&atilde;o precisamente aqueles em que eu preciso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Há dias em que o telemóvel, normalmente bicho irritante que teima em incomodar repetidamente sem respeito pelo momento, pelo local, pela minha calma, entra em greve &ndash; talvez como vingan&ccedil;a pelos frequentes insultos que lhe fa&ccedil;o &ndash; e n&atilde;o me diz nada. E escolhe-os a dedo, com precis&atilde;o. S&atilde;o precisamente aqueles em que eu preciso que ele fale comigo, que me chame.
</p>
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		<title>Malefícios do tabaco</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Apr 2006 19:34:42 +0000</pubDate>
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	<category>Devaneios</category>
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		<description><![CDATA[	Fechou a porta, acendeu o cigarro e come&ccedil;ou a descer as escadas. N&atilde;o&nbsp;acendeu a luz apesar da obscuridade do fim de tarde do dia de Inverno. Há quarenta anos que as utilizava, sabia de cor o número de degraus e a dist&acirc;ncia que os separava e podia desc&ecirc;-las e subi-las de olhos fechados.Alguém abriu a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Fechou a porta, acendeu o cigarro e come&ccedil;ou a descer as escadas. N&atilde;o&nbsp;acendeu a luz apesar da obscuridade do fim de tarde do dia de Inverno. Há quarenta anos que as utilizava, sabia de cor o número de degraus e a dist&acirc;ncia que os separava e podia desc&ecirc;-las e subi-las de olhos fechados.<br />Alguém abriu a porta de entrada lá em baixo, também n&atilde;o acendeu a luz, e come&ccedil;ou a subir as escadas. Quando chegou ao segundo andar viu os vultos que lentamente se iam aproximando, parou, encostou-se &agrave; porta do segundo esquerdo porque as escadas eram estreitas e&nbsp;dificilmente davam passagem a duas pessoas em simult&acirc;neo e essa era uma situa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o queria enfrentar.<br />O vulto da frente parou também a poucos degraus do local onde estava,&nbsp;a cabe&ccedil;a um pouco inclinada para baixo como que a olhar para um ponto entre a m&atilde;o dele e o ch&atilde;o. O que vinha atrás&nbsp;parou também e nenhum&nbsp;disse uma palavra.<br />O pensamento dele corria imaginando já os piores cenários e as pulsa&ccedil;&otilde;es subiram rapidamente. A situa&ccedil;&atilde;o durou alguns segundos/horas.<br />O&nbsp;vulto da frente subiu os degraus que faltavam, ergueu a perna e come&ccedil;ou a pisar violentamente o tapete da entrada do segundo esquerdo. Ele assustado, espantado acendeu a luz &agrave;&nbsp;sua frente estava a vizinha, velhota meia cega e meia surda que esbaforida lhe disse &ndash; Ai desculpe, estava a ver o brilho da ponta do cigarro e pareceu-me que estava caído em cima do tapete. Nem o tinha visto! - Atrás o marido ria &agrave;s gargalhadas.</p>
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		<title>Noite de Santo António</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Apr 2006 11:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vadio</dc:creator>
		
	<category>Devaneios</category>
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		<description><![CDATA[	Entraram no primeiro comboio da madrugada e nenhum tinha bilhete, como habitualmente. Formavam um grupo grande, cerca de vinte adolescentes, tinham passado a noite de Santo António em Alfama, apinhada de gente, correndo todas as &ldquo;capelinhas&rdquo;, que &agrave; data eram quase porta sim porta n&atilde;o, bebendo &ldquo;copos de tr&ecirc;s&rdquo; e, para ensopar, comendo algumas sardinhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Entraram no primeiro comboio da madrugada e nenhum tinha bilhete, como habitualmente. Formavam um grupo grande, cerca de vinte adolescentes, tinham passado a noite de Santo António em Alfama, apinhada de gente, correndo todas as &ldquo;capelinhas&rdquo;, que &agrave; data eram quase porta sim porta n&atilde;o, bebendo &ldquo;copos de tr&ecirc;s&rdquo; e, para ensopar, comendo algumas sardinhas e chouri&ccedil;o assado. Pelo meio tinham passado por alguns bailaricos e arranjado confus&atilde;o com alguns(mas) turistas que se passeavam pelas festas. Uma noite de santos populares perfeitamente normal, portanto. <br />No Cais do Sodré ocuparam uma carruagem inteira do comboio deitando-se nos bancos. Conforme era esperado o revisor ou o &ldquo;pica&rdquo; como era chamado n&atilde;o teve coragem para entrar e pedir os bilhetes. Muito menos para os meter na ordem.<br />Em Alc&acirc;ntara entrou na carruagem um grupo de estivadores que tinham acabado o turno. Quiseram sentar-se. O álcool inibia o discernimento dos adolescentes e n&atilde;o conseguiam perceber que n&atilde;o tinham quaisquer hipóteses contra aqueles homens habituados a trabalho pesado, duro e a rixas constantes.&nbsp;Continuaram deitados nos bancos desdenhando dos pedidos/ordens que lhes eram dados pelos estivadores. Inevitavelmente a viol&ecirc;ncia estalou apesar dos esfor&ccedil;os de um dos homens para que isso n&atilde;o acontecesse. No meio da confus&atilde;o um dos estivadores sacou da navalha e esfaqueou o Pedro que tombou de imediato sangrando abundantemente. <br />O homem da estiva que tinha tentado impedir a viol&ecirc;ncia gritou desesperado &ndash; Parem, eles s&atilde;o meus amigos! Só nessa altura os adolescentes notaram que no meio dos homens se encontrava o Luís, pouco mais velho do que eles, habitual companheiro de noites como aquela, e que há pouco tempo tinha come&ccedil;ado a trabalhar no porto de Lisboa.<br />&hellip;<br />O Pedro teve alta do hospital algum tempo mais tarde. Conseguiu safar-se. Mas aquela noite ficou para sempre marcada no seu corpo.
</p>
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		<title>Primavera</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Mar 2006 19:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vadio</dc:creator>
		
	<category>Numa de poeta vadio</category>
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		<description><![CDATA[	Da minha janelaNas árvores que renascemVejo belas flores primaveris Que me tentam enganar.Querem convencer-meQue a vida também pode ser bela.Est&atilde;o ali sim, mas n&atilde;o existem.Est&atilde;o apenas na realidadeDa minha janelaDo visor da minha máquinaDo monitor do meu computador.Representa&ccedil;&otilde;es.N&atilde;o há lugar na minha realidadePara belas floresPor isso tento capturá-lasCom a objectiva da minha máquina.Para que no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Da minha janela<br />Nas árvores que renascem<br />Vejo belas flores primaveris <br />Que me tentam enganar.<br />Querem convencer-me<br />Que a vida também pode ser bela.<br />Est&atilde;o ali sim, mas n&atilde;o existem.<br />Est&atilde;o apenas na realidade<br />Da minha janela<br />Do visor da minha máquina<br />Do monitor do meu computador.<br />Representa&ccedil;&otilde;es.<br />N&atilde;o há lugar na minha realidade<br />Para belas flores<br />Por isso tento capturá-las<br />Com a objectiva da minha máquina.<br />Para que no meu mundo,<br />Por trás da c&acirc;mara,<br />Exista beleza e flores<br />Em árvores que renascem primaveris. 
</p>
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